Suicídio: uma epidemia silenciosa

 Atualmente, percebemos que o assunto “suicídio” vem sendo mais abordado, nos meios de comunicação. Não é para menos, se somados apenas os últimos dez anos, no Brasil foram quase 120 mil suicídios e, no mundo, 10 milhões. 

 

A Organização Mundial de Saúde, OMS, fez um alerta: mais de 800 mil pessoas cometem suicídio por ano no mundo. Isso representa uma morte a cada 40 segundos. O Brasil é o  8º país em números absolutos de suicídio no mundo. Isso significa que, diariamente, 32 pessoas se suicidam, ou 1 pessoa se mata a cada 45 minutos.

 

De acordo com pesquisadores da Universidade de Glasgow, 90% das pessoas que cometem suicídio sofrem de alguma forma de doença mental, principalmente depressão ou a dependência de álcool e outras drogas, que têm papel importante na morte.

 

Quando essas pessoas não recebem tratamento adequado, a doença chega a seu limite de ação. Por isso é que o suicídio é considerado um problema de saúde pública, porque pode ser prevenido. É preciso perder o medo de se aproximar das pessoas e oferecer ajuda. A pessoa que está numa crise suicida se percebe sozinha e isolada. Se um amigose aproximar e perguntar “tem algo que eu possa fazer para te ajudar ?”, a pessoa pode sentir abertura para desabafar. Nessa hora, ter alguém para ouvi-lo pode fazer toda a diferença. E qualquer um pode ser esse “ombro amigo”, que ouve sem fazer críticasou dar conselhos. Quem decide ajudar não deve se preocupar com o que vai falar.

 

O importante é estar preparado para ouvir.

Não podemos desprezar um discurso sobre suicídio, se alguém à sua volta fala sobre isso, procure ajuda psiquiátrica.